27 de novembro de 2005

A água

“Aquecimento global vai causar falta de água”. Este é o título de uma notícia do dia 19 deste mês, mas já recorrente. É também o cabeçalho da descrição de uma grande preocupação para toda a humanidade nos próximos tempos.

O aquecimento da Terra provocado pelo aumento das emissões de gases poluentes que causam o efeito estufa é uma certeza. Em algumas zonas do mundo os glaciares recuaram cerca de 25%. Este ano também se assistiu a uma seca anormal na Amazónia, situação considerada muito grave.

Os países mais ricos e industrializados, com os Estados Unidos à frente, continuam a assobiar para o lado e a fazer de conta que isto não é com eles, embora toda a gente saiba que, como maiores poluidores, estes deveriam assumir a responsabilidade de inverter esta perigosa e irreversível tendência, que poderá ser catastrófica para os países mais pobres, sobretudo os países africanos.

Estes problemas também nos apanham por tabela, por vivermos numa região sensível, nomeadamente caso exista, como se prevê, uma subida do nível médio das águas dos oceanos. Assim seremos confrontados com problemas que originarão grandes investimentos, como são os casos do ordenamento do território e a protecção da orla marítima.

Tudo indica que a água para consumo será o grande desafio do século XXI, que para ser satisfatoriamente resolvido, implicará medidas no imediato e com repercussões já no futuro próximo, caso se continue a verificar o desaparecimento dos grandes sistemas de abastecimento do planeta, como são os seculares glaciares.

Não obstante, continua-se a desperdiçar este líquido que, com toda a certeza, não é inesgotável. Por isso é necessário tomarem-se atitudes que nos levem a uma avaliação completa das nossas reservas aquíferas e monitorizar a sua qualidade, para não sermos surpreendidos.

A água é um bem essencial e como tal temos a obrigação de proporcionar o abastecimento das populações no imediato, mas também temos o compromisso de garanti-la aos vindouros.

23 de novembro de 2005

Desporto, Emprego e Formação Profissional nos Açores

O Emprego, a Formação Profissional e o Desporto são áreas que surgem interligadas sempre que se pensa em juventude e, como sabemos, quando se pensa em juventude normalmente está a pensar-se no futuro.

O grau de satisfação e de realização de uma sociedade como a nossa, está também dependente do acesso ao emprego, à realização profissional, à igualdade de oportunidades e à possibilidade de concretização dos nossos sonhos junto daqueles que mais gostamos.

Desde 1996 o emprego, foi encarado de uma forma séria e rigorosa, porque os seus responsáveis sabiam que devido à característica arquipelágica da nossa região, o aumento do desemprego poderia ter consequências dramáticas para comunidades de pequena dimensão, com são as das pequenas ilhas da nossa Região.

Em 1997 foram traçadas as linhas orientadoras do Plano Regional de Emprego, para o período de 1998 a 2006. Este plano, além da importância que teve e ainda tem na política de emprego, teve e tem também o mérito de ser aberto e adaptável a novas situações que têm surgido nesta área, sobretudo com o surgimento de novas dinâmicas, como foi o caso do rápido crescimento no sector do turismo, que acabou por provocar uma rápida e eficaz transformação nos modelos de formação profissional.

E de facto os resultados deste Plano Regional estão aí: o número de empregados em estabelecimentos e empresas cresceu, tendo crescido também o número de empresas e estabelecimentos. A taxa de desemprego tem andado quase sempre abaixo da barreira técnica do pleno emprego, registando-se no terceiro trimestre de 2005 uma taxa de 4,2 %, enquanto a taxa de desemprego do país era naquele período de 7,7 %. De recordar que em 1996 a taxa de desemprego era de 7,9 %. O número de empregados tem vindo a aumentar desde 1998, ano da implementação do Plano Regional de Emprego, registando-se no terceiro trimestre do corrente ano 105.928 trabalhadores activos, valor jamais alcançado na Região Autónoma dos Açores.

Estes números dão-nos algum conforto, mas não nos podemos refugiar apenas nos bons indicadores. É necessário prosseguir na busca incessante de soluções para os problemas que irão surgir nos próximos tempos, consequência lógica da inevitável globalização, que já aí está.

Como estratégia para debelar e minimizar os obstáculos, o Governo Regional dos Açores pretende implementar as seguintes prioridades:

. Promoção das Pessoas;
. Aumento da actividade laboral;
. Inserção no mercado de trabalho de pessoas desfavorecidas;
. Estratégias para um trabalho compensador;
. Combate à precariedade;
. Coesão social.

O sucesso da política do emprego está intimamente associado à acção na área da formação profissional. Neste capítulo o investimento público tem trazido efeitos positivos, com a valorização dos activos da Região.

Recorde-se que em 1996 existiam apenas 5 escolas profissionais com 26 cursos, enquanto em 2004 já existiam 18 escolas com 297 cursos. Os formandos em 1996 eram 434, enquanto em 2004 já eram 7000. Neste momento 15 % da população activa da Região está já habilitada com cursos profissionais de elevada qualidade, o que implica o consequente aumento do salário médio, que já ultrapassou os 600 euros mensais, e a redução do número de trabalhadores que auferem o salário mínimo, que representa agora apenas 8 % do total dos activos.

Estes dados positivos e animadores, pressupõem, à partida, uma melhoria dos níveis de competitividade das empresas e o consequente aumento do Produto Interno Bruto, que se verifica sobretudo a partir de 2001.

O desporto assume cada vez mais importância numa sociedade moderna, já que se tem assistido a uma degradação da actividade física, motivada pelo desenvolvimento tecnológico e pelo aumento dos níveis de conforto.

O sedentarismo tem uma prevalência em Portugal de cerca de 70 %, a maior taxa da União Europeia.

Além disso, notícias recentes dão conta do aumento do consumo de tabaco e de álcool entre os jovens. Também estudos feitos nos Açores, durante o ano passado, revelam-nos que 32,6 % das mulheres e 44,2 % dos homens tem excesso de peso, enquanto 18,8 % das mulheres e 16,4 % dos homens são obesos, valores que se encontram acima dos valores estimados para toda a população Portuguesa.

Para ultrapassar estas marcas negativas que tem impacto directo na qualidade de vida dos cidadãos e nos custos com a saúde, o Governo Regional irá lançar o projecto Açores Activos, cujos destinatários são os jovens adultos, os adultos e os idosos, que, por diversas razões, tem andado arredados da actividade física regular. Com este conceito pretende-se possibilitar uma prática regular de actividades físicas e desporto, contribuir para a promoção de estilos de vida activa e promover a saúde e qualidade de vida.

A introdução deste projecto implicará desde logo a abertura do parque desportivo existente à sociedade, o que trará novas responsabilidades a nível de instalações desportivas, já que a sua modernização e crescimento será inevitável.

Assim teremos, como obras e acções de maior dimensão, a remodelação do complexo desportivo do Lajedo, a construção da piscina na Escola Vitorino Nemésio, o apoio à construção de pavilhões desportivos dos Clubes, com uma lógica prioridade aos participantes nas provas Nacionais e a requalificação de polidesportivos com a colocação de coberturas ou relva sintética.

O Decreto Legislativo Regional 14/2005/A vem também regular todo o apoio ao movimento associativo desportivo, juntando num só diploma toda uma panóplia de informação que se encontrava dispersa e, talvez por isso, pouco acessível e, por isso também, pouco eficaz.

Devido aos excelentes resultados do projecto Escolinhas do Desporto, este está a ser alargado a crianças a partir de 6 anos, quando anteriormente estavam apenas abrangidas crianças a partir dos 8 anos. Em 2004 existiam 287 núcleos, com 2800 participantes, enquanto este ano já estão em actividade 345 núcleos na Região, com cerca de 3500 participantes.

No desporto adaptado, também tem sido registado um grande incremento da actividade desportiva. Em 2004 estavam em actividade e devidamente enquadrados 51 núcleos, enquanto em 2005 já são 53 núcleos, com cerca de 650 jovens com prática regular. Este projecto, que no início tinha como principal objectivo colaborar na integração social das pessoas portadoras de deficiência, tem sido progressivamente alargado e já conta com participações em provas Nacionais, onde já temos registado 3 campeões de Portugal.

Para a consecução do programa de desenvolvimento desportivo está prevista a verba de 12,7 milhões de euros, mais 10,35 % do que o previsto para 2004.

O sucesso verificado também nestas três importantes áreas, confirma que, nos dias de hoje, ainda faz sentido pensar-se nas pessoas em primeiro.
(Intervenção feita por José Ávila na ALRAA a 23/11/2005)

13 de novembro de 2005

Melhor ambiente melhor futuro


A educação ambiental é, ou pelo menos devia ser, uma actividade transversal a todas as áreas da sociedade e a todas as actividades profissionais. Não faz qualquer sentido pensar-se num investimento desta natureza apenas nalgumas franjas da população. Quantos de nós não terão já cometido infracções ambientais? Quem não o fez que atire a primeira pedra.

Na Ilha Graciosa assiste-se, com aliás acontece noutras paragens, a um continuado desinteresse pelas questões ambientais, sobretudo marcada pela ausência de atitudes e posturas mais amigas do ambiente, apesar dos apelos nesse sentido, da aposta feita nas escolas (e muito bem) e no investimento na sua divulgação e promoção.

E referindo apenas questões mais práticas, verifica-se que são feitas limpezas em zonas sensíveis, como a orla marítima, por exemplo, mas pouco tempo depois fica tudo como estava, ou ainda pior. É desolador ver, um pouco por toda a ilha, entulhos pejados de lixo, abandonados nas bermas ou no domínio marítimo.

Este problema terá de ser resolvido. Para já penso que é preciso definir muito bem as zonas para a colocação de entulhos e determinar dias ou o modo como serão recolhidos aqueles lixos que, pela sua especificidade, não podem ser recolhidos no dia a dia. É preciso recolher as pilhas, os frigoríficos, os óleos, os pneus, os automóveis, etc., e dar-lhes um destino que garanta a continuação do processo de transformação para futura reutilização.

Depois de encontradas soluções indicadas para cada um dos casos, é necessário iniciar-se um processo de esclarecimento e de responsabilização dos cidadãos. Noutras localidades a GNR já fiscaliza e autua perante as infracções. Adiar por muito mais a resolução deste problema, é comprometer os vindouros e a demonstração da nossa incapacidade em arrepiar caminho.

A Europa, a qual nos orgulhamos de pertencer, é muito exigente nesta matéria, por isso vamos ter de mudar a nossa atitude perante esta problemática, ou então iremos sentir grandes dificuldades no futuro, já que a atribuição dos tão almejados fundos comunitários poderá ficar comprometida se não forem cumpridas as suas directivas nesta matéria.

10 de novembro de 2005

S. Martinho

O dia de S. Martinho, 11 de Novembro, é comemorado para despedida do outono e anunciar a entrada nos dias frios do inverno.
Mas reza a lenda que, "num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante... S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo. E, apesar de mal agasalhado e sob chuva intensa, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso."
Assim ficamos a conhecer porque se chama a este período "Verão de S. Martinho".
Será que ainda existe muita gente capaz de dividir a sua capa com aqueles que dela precisam?

6 de novembro de 2005

Azul infinito

A Ilha Graciosa já é famosa pela qualidade dos seus fundos marinhos. A visibilidade é normalmente muito boa, cerca de 20 a 30 metros, enquanto as suas águas podem atingir temperaturas de 18 a 24 graus. A fauna é variada e rica (por enquanto…), constituída essencialmente por meros, bicudas, atuns, serras, moreias, lírios, xaréus, mantas, etc.. O coral negro também é de um beleza rara, despertando uma enorme curiosidade nos mergulhadores e que se pode encontrar em locais específicos ao redor da Ilha.
As nossas baixas, os naufrágios e os ilhéus, constituem um património subaquático que importa preservar e dar a conhecer. Proporcionam aos visitantes, mergulhos de baixa e média dificuldades, que vão ao encontro do desejo de mergulhadores principiantes e também dos mais experientes.
Esta actividade vive um período de franco crescimento e também é dinamizadora de actividades paralelas ligadas ao comércio, como a restauração e a hotelaria.
A organização, em Setembro de 2004, do Campeonato Nacional de Fotografia Subaquática foi, em conjugação com o enorme esforço feito na divulgação e promoção do evento, uma das molas impulsionadoras que permite dizer hoje, que as actividades subaquáticas na Graciosa já constituem um nicho de mercado muito importante, não só pela quantidade de pessoas que tem arrastado atrás de si, mas também porque envolve normalmente gente com bom poder de compra. Esta prova foi capa das revistas da SATA do Verão de 2005, do Mundo Submerso e Notícias do Mar. Além disso foi realizado um programa divulgado 3 vezes na RTP-Açores e RTP-Internacional.
A oportuna candidatura à organização de um “Open”, o I Open Fotosub Graciosa 2006, também de fotografia subaquática, já é um bom indício do entendimento de que agora não se pode parar. Foi seguindo estes passos que a ilha El Hierro, a mais pequena ilha do arquipélago das Canárias, se transformou num dos melhores destinos de mergulho de toda a Europa, sendo esta, neste momento, uma actividade com relevante interesse económico para aquela ilha.

5 de novembro de 2005

Turismo e Autarquias


O Presidente da República afirmou, durante uma intervenção na presidência aberta sobre o turismo em Salvaterra de Magos, que muitas das decisões no sector do turismo estão também nas mãos dos autarcas, e considerou ser necessário definir o modelo desenvolvimento a seguir, alegando que o caminho não pode ser através da especulação imobiliária nem da destruição de património secular.

Esta evidência serve também para a nossa ilha. As autarquias (Câmara e Juntas) não se podem alhear nem se desresponsabilizar da problemática do turismo, pois, quer queiramos ou não, esta vai ser uma indústria em crescimento nos próximos anos.

3 de novembro de 2005

30 de outubro de 2005

Azul mar

A pesca tradicional é uma actividade que tem vindo a desenvolver-se com passos seguros. A frota tem sido renovada a um ritmo excelente, a classe piscatória está mais rejuvenescida e é detentora de um novo espírito empreendedor. É um caso de sucesso, já devidamente reconhecido.
Nos últimos anos tem sido feito um grande esforço financeiro das entidades públicas na consolidação desta actividade, que, em contrapartida, já representa um grande peso na nossa economia.
O caso mais representativo do empenho governamental é a construção do novo porto de pescas, já em fase final, e do seu completo apetrechamento (casas de aprestos, nova lota e oficina de reparação naval), processo que se iniciará já em 2006, fazendo deste um dos melhores portos de pesca da Região.
Em breve também irão surgir novos desafios e responsabilidades com a informatização das lotas da Região, a pesca de novas espécies e em zonas mais profundas, a contínua modernização da frota, o desenvolvimento de infra-estruturas, a certificação do pescado e a criação de indústrias de transformação. Mas o maior desafio de todos é a protecção da nossa ZEE, estando em causa a defesa das 200 milhas como opção estratégica e inegociável.
As capturas de pescado nas águas da Ilha Graciosa aumentaram 21 toneladas em relação ao mesmo período de 2004 (dados de Agosto), contrariando o abrandamento verificado no total da Região, mas será pouco previsível grande variação, mantendo-se as condições actuais. Daí a necessidade da procura não só de novas áreas de pesca e de outras espécies ainda pouco exploradas, mas também de actividades paralelas que possam contribuir para a sua rentabilidade e sustentação.
Sabe-se que o sector turístico procura no mercado alternativas para uma nova geração de turistas, que estão dispostos a gastar mais por novas sensações, quase todas elas ligadas aos sectores tradicionais (como é o caso da pesca) e aos desportos de aventura.
Como complemento ao rendimento dos pescadores, também este sector poderá ser uma mais valia, nomeadamente ao embarcar para a faina pequenos grupos de turistas que procuram no mercado este tipo de aventura. É claro que a actividade ainda tem de ser devidamente regulamentada, mas certamente que traria valor acrescentado a uma classe profissional que usufrui de um rendimento variável.

Posse

Hoje, pelas 17.30 horas, foram instaladas a Câmara Muncipal e a Assembleia Municipal do concelho de Santa Cruz da Graciosa, no salão nobre da sede da autarquia.
A todos os eleitos no passado dia 9 de Outubro e agora empossados nos respectivos cargos, deseja-se um trabalho profícuo em favor da nossa ilha.

28 de outubro de 2005

Mesmo na desgraça de uns, outros ganham com isso...


O enorme escândalo (ou talvez não) do programa “Petróleo por Alimentos” da ONU, ainda está por explicar.
Na consequência de um embargo decretado devido á teimosia de um ditador, sem qualquer compaixão pelo seu povo e de um país que se auto intitula polícia do mundo, foi instituído um programa onde se trocavam grandes quantidades de petróleo do Iraque, por alimentos que aquele povo tanto necessitava.
De certeza que o programa terá sido criado devido à falta que o petróleo fazia ao ocidente e nunca para proteger um povo que sentia na pele falta de tudo, principalmente de medicamentos.
Sabe-se agora (penso que já se sabia desde o início) que houve muita gente a ganhar com isso.
Do lado do regime iraquiano não se esperava melhor, mas da parte de pessoas ligadas à ONU é que ninguém contava.
Há gente para tudo…

27 de outubro de 2005

Interacção

O relacionamento dos homens com os animais nunca foi muito fácil, embora toda a gente conheça casos de sucesso.
Foi o que aconteceu com um Mero, com cerca de 25 anos, baptizado RO, que vivia algures, a uma profundidade de 40 metros, numa zona muita má para a utilização de artes de pesca. Por isso sempre se pensou que a interacção que foi imposta por nós, nunca lhe poderia ser fatal, até porque quem o visitava tinha o compromisso de não o deixar subir para zonas de acesso mais facilitado.
Era um animal extraordinário. Aproximava-se dos visitantes, primeiro desconfiado para logo depois se dispor às carícias de uma forma tão meiga e afável, que chegava a comover quem tinha o privilégio de o visitar. Foi fotografado e filmado inúmeras vezes. Foi a estrela das filmagens do programa televisivo sobre o Fotosub.
Mas em Agosto passado, uma tripulação de um barco de outra ilha, supostamente, após dias e dias de busca e paciente espera, teimou em caçá-lo, mesmo que para isso tenha utilizado um método ilegal (garrafa e uma arma de pesca submarina). O que nos custa é que o RO deve ter nadado docilmente em direcção ao arpão de quem o matou...

25 de outubro de 2005

Coesão, precisa-se


Hoje o tempo está triste, ou melhor, nós estamos mais tristes por causa do tempo. Assim é que é…
Pela Ilha Graciosa, tal como por todo o Arquipélago, estamos de vez em quanto sujeitos a tempestades, que por vezes deixam algumas marcas. O anticiclone foge de cá e então ficamos entregues à nossa sorte. A amostra de hoje é a prova disso.
No entanto nem tudo corre mal.
Sabe-se que já foi criada a sociedade anónima de capitais públicos destinada a promover o desenvolvimento das “Ilhas da Coesão” (Santa Maria, Flores, Corvo, S. Jorge e Graciosa).
Essa empresa será presidida por Lubélia Chaves (até agora deputada na Assembleia Regional) e terá a sua sede em Santa Maria. Certamente não irá resolver tudo, mas terá a virtude de atravessar estas ilhas identificada com uma profunda vontade de mudança. Nada ficará como antes…
Juntamente com os gabinetes de apoio ao empreendedor ficam criadas condições para a regeneração do tecido económico e o surgimento de novas oportunidades.

24 de outubro de 2005

Mergulho no azul


O fundo do mar da Ilha Graciosa é um dos melhores de todo o arquipélago. Não inventei isso, mas já ouvi esta mesma frase da boca de muitas pessoas entendidas no assunto. De facto as nossas baixas, ilhéus e naufrágios constituem locais de sonho para qualquer mergulhador. A fauna é variada, constituída essencialmente por meros, xaréus, moreias, mantas, bicudas, lírios, atuns, etc., enquanto na flora, também muito variada, destaca-se o coral negro. Mas só vendo...

Mais à frente


Um dos principais desafios de hoje para uma Autarquia é a melhoria da sua imagem e da sua qualidade, pressupostos que possam contribuir para criação de impulsos capazes de gerar mais valias e ideias de interesse geral. Depois é preciso distribuir responsabilidades às Juntas de Freguesias, como entidades mais próximas das populações, mas com relacionamento técnico e financeiro perfeitamente clarificado.

A limpeza, manutenção e embelezamento de toda a Ilha Graciosa são acções que poderiam muito bem ser um exemplo de um projecto partilhado por todas as estruturas autárquicas da Ilha (Juntas e Câmara), já que pode gerar condições propícias ao desenvolvimento do Turismo e, como obrigatoriamente um projecto deste tipo deverá ter a participação activa de todos, terá a vantagem de envolver as populações e criar assim novas esperanças num futuro melhor. Esta ideia deverá ter na sua génese dinâmicas de cooperação e deverá também respeitar as especificidades de todas as freguesias e lugares.

Paralelamente e em complemento, é preciso criar e implementar estruturas de apoio como o posto de informação turística, proteger o património público construído e natural, criar esplanadas, limpar toda a ilha, colocar novo mobiliário urbano, criar zonas de sombra, manter os actuais e criar novos jardins e zonas de lazer, requalificar e criar novos miradouros, ampliar e proteger a praia e ainda requalificar todas as zonas balneares. A acompanhar a sua execução não poderia dispensar-se uma campanha de sensibilização junto das escolas e colectividades, para garantir a sua eficácia ao longo dos tempos.

Esta ideia é transversal a muitas áreas e sobretudo aos projectos estruturantes em curso, por isso não deveria ser adiado muito mais, pois é de baixo custo e de implementação fácil, já que a população local e os estabelecimentos comerciais estão na linha da frente como primeiros beneficiários.

23 de outubro de 2005

Um passo em frente

Não se deve ter medo de dar um passo em frente. Parar é enredar-se nos medos e receios de que a inovação e o progresso os atropele.
O instinto pode ser o farol.
Participar nas decisões que nos poderão afectar é um obrigação e um direito de todos.
Não devemos esquecer nunca de que o bem comum está muito acima do benefício próprio.

19 de outubro de 2005

Tempo novo, vida nova


Depois do rescaldo das Eleições Autárquicas 2005 e de ouvir e ler os "especialistas" na matéria, uns mais alinhados que outros, parece-me que a análise mais correcta é a que li algures, de que nos Açores o PS perdeu a ganhar e o PSD ganhou a perder. Não será verdade ? Na minha Ilha, a Graciosa, uma das mais bonitas dos Açores, esta teoria também me parece verdadeira...