"Ao enfrentar as situações impossíveis, as pessoas que amam o seu país podem mudá-lo". Barack Obama
5 de junho de 2014
O Tribunal Constitucional e o crescimento económico
O primeiro ministro de Portugal,
acossado com o chumbo do Tribunal Constitucional, resolveu desferir uma série
de ataques a este órgão de soberania chegando a emitir uma solução: é preciso
escolher melhor os juízes.
Esta sua descuidada afirmação
revela a fraca tolerância para lidar com aqueles que não pensam como ele.
Qualquer dia Passos Coelho, para resolver esta questão da tolerância para com as suas políticas, vai pedir para mudar o povo, já que o atual não lhe dá qualquer crédito e isso foi bem percetível nos resultados eleitorais das europeias.
Se o Presidente da República
cumprisse verdadeiramente a função para que foi eleito, que incluí o juramento
de “cumprir e fazer cumprir a Constituição Portuguesa”, o Tribunal
Constitucional passaria despercebido.
Infelizmente os portugueses não podem contar com o primeiro magistrado da nação para impedir os desvarios deste governo, como se tem visto ao longo deste mandato da aliança do PSD com o CDS-PP.
Resta-nos apenas o Tribunal
Constitucional que, já por oito vezes, chumbou normas que iam muito para além
da Constituição Portuguesa e que penalizavam em muito o povo deste país.
Curiosamente sempre que tal
acontece e aconteceu Portugal registou sinais que revelam um crescimento
económico acima do expetável.
Mais do que as políticas do
governo de Passos Coelho, são, no fundo, os chumbos do Tribunal Constitucional
que tem motivado algum crescimento da economia do país.
Vivemos assim numa realidade
aflitiva de termos um governo que não se inibe de apresentar, constantemente e
de uma forma bem consciente, normas inconstitucionais e de termos um Presidente
que aceita tudo sem pestanejar.
4 de junho de 2014
22 de maio de 2014
Mudança
Nestes dias de campanha eleitoral
a Aliança Portugal, que representa o governo do PSD e CDS-PP e que defende
estas políticas de austeridade sem paralelo, tem-se desdobrado em afirmações
contra, quase sempre, o Partido Socialista e o anterior líder, José Sócrates,
acusando ambos de despesistas e culpados de todo o mal que acontece neste país,
sempre apoiados pelas “caixas-de-ressonância” do costume.
Cair neste atrevimento tem sido
um hábito da direita desde o tempo de Durão Barroso que, antes de fugir do
país, implementou o discurso da tanga para tentar incutir no povo a ideia de
que os seus eventuais insucessos no futuro seriam culpa, afinal, dos seus antecessores.
É neste contexto de desvario e de
preocupação com os resultados eleitorais que acusam também o Partido Socialista
de ter aberto a porta à troika.
E é aqui que começam os equívocos.
Quem chamou os organismos internacionais foram precisamente o PSD de Passos
Coelho e o CDS-PP de Paulo Portas ao chumbar o PEC 4. A verdade é esta.
O PEC 4 consubstanciava uma ligeira
austeridade, é certo, e esses dois partidos da direita portuguesa não aceitaram
esse programa por o considerarem demasiado penalizador para os portugueses.
Depois disso é o que se sabe. De
mentira em mentira este Governo da direita radical avançou com aumento de
impostos, com a redução de benefícios e de rendimentos dos trabalhadores e dos pensionistas.
Foi muito mais além do PEC 4 e também além do que é exigido pela troika.
O PSD e o CDS-PP executaram até
aqui um detalhado pograma de empobrecimento do país e, nesse aspeto, tem tido
algum êxito, infelizmente para milhões de portugueses. Neste caminho feito de
costas voltadas para o povo tem tido alguns aliados na Europa, com é o caso do
senhor Juncker que, pasme-se, considera as pessoas iguais a mercadorias e a
capital, denotando uma insensibilidade social preocupante para quem quer ser
Presidente da Comissão Europeia.
Depois de milhões arrecadados com
o aumento de impostos, depois de milhões de receitas da venda de empresas do
estado, depois de milhões sonegados aos funcionários públicos e aos
pensionistas, o que se vê é que, de 2010 a 2013, a taxa de crescimento do PIB
passou de 1,4% para -1,4%, a taxa de desemprego amentou de 10,8% para 16,3%, a
carga fiscal cresceu de 31,6% para 34,9% do PIB e a dívida pública disparou de
93,3% para 129% do PIB.
É por isso que no próximo domingo, dia das eleições para o Parlamento Europeu, temos de dar um sinal a esta direita radical que nos governa de que a mudança está em marcha. Em Portugal e na Europa.
15 de maio de 2014
Eu, não...
Desde há algum tempo os
comentadores políticos que não alinham pelos diretórios partidários, vão dando
sinais evidentes de que a imparcialidade do Presidente da República na condução
dos assuntos a seu cargo tem estado muito abaixo do que seria expetável.
Essa postura tem sido percetível
na imposição de condecorações, nas intervenções a propósito da ajuda externa, nas
mensagens do facebook e por aí fora.
Numa recente conferência sobre
temas europeus, depois de uma série de trocas de elogios que chegaram a parecer
mal, o Presidente da República, num timbre sério, como é seu apanágio, informou
a atenta plateia que os portugueses deviam muito ao Presidente da Comissão
Europeia, Durão Barroso.
No meio desta evocação ficou
também visível esta súbita colagem a Portugal do ainda Presidente da Comissão
Europeia, mais percetível no último mês. Esta sua postura alertou muitos
portugueses de que poderia estar em marcha uma candidatura a Belém reforçada por
estas atitudes e posições do mais alto magistrado da nação.
Esta convicção do Presidente pode
ter convencido muito gente de que Durão Barroso deu uma mãozinha a Portugal, mas
a mim não, decididamente. Não me considero devedor de Durão Barroso. De todo.
Aliás, considero que, neste caso,
é Durão Barroso que me deve explicações. A mim e aos restantes portugueses.
Temos de saber se esta
austeridade que ajudou a impor a alguns países da europa era mesmo necessária
ou se só serviu para salvar os bancos credores nomeadamente os alemães.
Precisamos também saber porque
fugiu do país numa altura em que estava a cumprir um mandato que lhe foi dado
nas urnas pelo povo de Portugal. É importante sabermos se essa atitude apenas
teve a ver com a sua ambição pessoal em prejuízo do interesse do nosso país.
Neste ajuste de contas, e ao
contrário do que o senhor Presidente da República pensa e diz, Durão Barroso
tem uma dívida para com os portugueses e receio que fique por saldar.
8 de maio de 2014
Limpinhos
Ficamos a saber que o governo de
Passos Coelho optou, ou terá sido obrigado a optar, por uma saída limpa depois deste
período em que estivemos sujeitos a uma intervenção externa por via de um
programa de assistência financeira.
Não haja dúvida que estes últimos
três anos foram penosos para os Portugueses que, mesmo habituados a aumento de
impostos quando as coisas correm mal, nunca viram nada parecido com este
esforço descarado para empobrecer os pensionistas e a classe média, enquanto,
de um modo incompreensível, os mais ricos e poderosos continuaram a reforçar os
seus ativos e as suas contas bancárias.
Este desequilíbrio na
distribuição de sacrifícios não tem sido feito de uma forma inocente, como já
se percebeu. Esta política neoliberal é mesmo assim e estes protagonistas já há
muito aguardavam por esta oportunidade para levar à prática estas suas
políticas.
Portugal tem mais pobres, mais
desempregados, sobretudo jovens, uma dívida pública maior, tem menor acesso à
saúde, à educação e aos benefícios sociais, como o subsídio de desemprego,
abono de família ou rendimento social de inserção.
Registamos nestes últimos três
anos um brutal aumento de impostos e um leque de cortes sem precedentes, mesmo
feitos à socapa e quase sempre depois de juras que tal não iria acontecer.
Por força disso os índices de consumo baixaram para níveis nunca vistos, prejudicando milhares de pequenas e médias empresas que foram obrigadas a fechar e a despedir os seus empregados que engrossaram os números do desemprego.
Vieram agora a público o
Presidente da Comissão Europeia, o Presidente da República, o
Primeiro-ministro, a Ministra das Finanças e outros seguidores, afirmar que
esta era uma saída limpa e que Portugal estava no bom caminho.
Duvido que este sufoco possa ser
considerado um caminho, tão só, e classificá-lo como bom é uma força de
expressão de mau gosto. Quanto a limpeza, a única certeza que nos ocorre é que limpinhos,
limpinhos estão os bolsos dos trabalhadores Portugueses.
6 de maio de 2014
10 de abril de 2014
Ocultação
Os Portugueses ficaram agora a
saber que a Presidência da República não deu a conhecer a listagem de compras
conforme é imposto pela lei, o mesmo acontecendo com a Assembleia da República que
também enveredou pelo mesmo caminho e não publicou os contratos das aquisições
a que está obrigada.
Os Portugueses já sabiam que
houve um ministro que ocultou as suas verdadeiras habilitações académicas, que
o Governo da Madeira escondeu parte da sua dívida, que o BPN, dirigido por um
ex-governante do PSD, tinha uma contabilidade oculta e que o Banco Insular era
operador financeiro que suportava negócios recônditos.
Já sabiam também que houve um ex-ministro
e ex-Conselheiro de Estado que fazia de conta que nada tinha a ver com o
escândalo do BPN e que nessa ocultação contou sempre com o apoio dos seus
correligionários, de tal maneira que só de lá saiu quando não era possível
disfarçar mais.
Os Portugueses também já sabem,
pelos acontecimentos recentes, que o primeiro-ministro é exímio em esconder a
verdade e que o vice-primeiro-ministro oculta com frequência o verdadeiro
significado do irrevogável e traça linhas intransponíveis, mas só a
brincar.
Finalmente tomaram conhecimento
que o antigo primeiro-ministro e ainda Presidente da Comissão Europeia, numa
entrevista recente, tentou esconder a sua responsabilidade no caso do BPN,
fazendo uma coisa feia ao tentar comprometer terceiros.
Como se vê alguma da direita
liberal que detém o poder em Portugal é exímia na arte da ocultação e do
disfarce.
Não é por acaso que sempre
pediram aos eleitores deste país uma maioria e um presidente. E esse é o preço
que estamos a pagar agora …
3 de abril de 2014
Mentiras e outros dislates
O tempo de antena onde eram
descritas as incongruências de Passos Coelho foi o programa mais visto do Canal
1 da RTP na passada terça-feira, com cerca de um milhão de telespetadores.
Pudera… Com tamanha discrepância
entre o apregoado em tempo de campanha e a obra feita (ou desfeita, neste caso)
depois de estar em funções, quem não quererá confirmar, mais uma vez, a postura
obscura deste político?
Coincidindo com o conhecido dia
das mentiras esta terá sido a melhor forma de mostrar a todos os Portugueses o
estilo truculento com que o primeiro-ministro de Portugal trata a verdade e a
coerência, esta última muito propalada quando tenta definir o seu trajeto.
Estou em crer que este estadista
vai fazer escola nos meandros da política nacional, pelos piores motivos, no
meu entendimento.
Os seus admiradores Açorianos, na
oposição, conseguem construir, por cá, uma imagem de que o que se passa lá fora
nada tem a ver com eles.
É um discurso estafado, é certo,
mas com um conteúdo enganador quanto baste que poderá surpreender os menos
avisados para estas coisas.
Veja-se a postura que o PSD
assume nos Açores ao impor atirar mais dinheiros públicos para serviços e
responsabilidades do estado, enquanto manda os seus deputados na Assembleia da
República votar a favor dos cortes para a RTP-Açores, a Universidade dos
Açores, redução dos apoios sociais e na saúde, encerramento de finanças e
tribunais, diminuição dos salários dos funcionários públicos e pensionistas.
É caso para dizer que é uma sorte
não ter gente desta, de cá e de lá, a governar os Açores.
20 de março de 2014
O défice que parece incomodar
Quando foi conhecido que o défice
orçamental dos Açores se situara pelos 0,2% do Produto Interno Bruto logo
surgiram os escribas do costume atacando tudo e todos e introduzindo na
discussão outros temas em catadupa, numa tentativa desesperada para apagar os
bons resultados da governação.
Vi nessa oposição, sempre ávida
por maus resultados, um certo desprezo pela boa prestação das contas públicas
nos Açores, muito embora se saiba e se veja que, apesar do contexto economicista
nacional onde reinam os cortes cegos e os conhecidos constrangimentos
orçamentais, aqui os Açorianos veem um Governo preocupado com as pessoas e com
as famílias.
Neste contexto desfavorável é
importante saber que a Região não só mantem uma boa gestão pública como também
não contribui, de todo, para o défice das contas do País que, como se sabe, não
está grande coisa.
Este esforço tem sido reconhecido
em todas as verificações feitas pelos diversos organismos nacionais e
internacionais que validam as contas da Região e constitui, de facto, um pilar
na defesa da nossa Autonomia que, nestas alturas de crise, é constantemente
ameaçada pelos decrépitos centralistas.
Aquilo que parecia uma boa
notícia para todos os Açorianos e que, inclusivamente, levou à dispensa
(novamente) de análise das contas da Região pelas instituições internacionais,
acabou por sofrer uma tentativa de menorização por parte de alguma oposição
que, muitas das vezes, exige mais e mais, sem, no entanto, conseguir explicar
como o fazer.
19 de março de 2014
Homenagem no Dia do Pai
A LIBERDADE
Quem amar a Liberdade
tem de ser, além de unido,
bom e justo de verdade
se não quiser ser vencido.
Duas liberdades traz
quem viver nelas se atreve:
uma, fazer o que apraz,
outra… fazer o que deve.
Ser Livre é, na realidade,
do Mundo a coisa mais bela.
Mas quanto mais Liberdade,
menos tens de abusar dela.
A Liberdade é um modo
de bem viver ou de lutas;
mas outras vezes… engodo
com que se pescam as trutas!
Quem é contra a Liberdade
e inda impõe a sujeição,
deve encontrar, na verdade,
proveito na Escravidão!...
Liberdade! Quem havia
chamar-te Pomba da Paz…
Pois quanta patifaria
à tua sombra se faz!
Manuel Machado Ávila
In “Horizonte Liberto”
18 de março de 2014
13 de março de 2014
Outros carnavais
Estou há um bom bocado com o
processador de texto aberto e sem fazer ideia do tema que hei-de escolher para
o artigo de hoje. Acontece-me frequentemente e, presumo, também acontecerá com
todos os que tem o compromisso de escrever com alguma regularidade.
Podia muito bem escrever sobre o
congresso do PSD mas ali nada aconteceu de novo a não ser um repetido e
enganador autoelogio e o costumeiro ataque ao partido que o precedeu no Governo.
Ou meditar sobre o regresso do
“Doutor” Relvas à vida política que tanto gosta, mas isso é apenas o pagamento
que Passos conseguiu fazer ao seu amigo de sempre e como tal era esperado e não
merece comentários.
Podia debruçar-me sobre a frase
emitida por um alto dirigente do PSD que disse que “Portugal estava melhor, mas
os Portugueses não”, ideia sintomática de uma direita que acalenta o sonho de
ter um país sem Portugueses e que, para esse efeito, já iniciou esse trabalho
despejando os jovens para fora de portas e a retirar dinheiro e direitos aos
velhinhos, garantindo, no entanto, que morram em paz, mas quanto mais cedo
melhor para não dar despesa.
Podia analisar uma notícia
recente em que era dado a conhecer que metade das casas Portuguesas têm
máquinas de café em cápsulas, da inquietação que tal informação deve ter
provocado no nosso primeiro-ministro e das ideias que lhe terão passado pela
cabeça para taxar mais esta leviandade dos Portugueses que teimam em viver acima
das suas possibilidades.
Podia escrever sobre as
preocupações do ainda Presidente da Comissão Europeia, o nosso concidadão Durão
Barroso, que praguejou nos noticiários de todas as televisões por esse mundo
fora, condenando o posicionamento das tropas russas na Crimeia e considerando
inadmissível esta postura em pleno século XXI, quando ainda há poucos anos
apadrinhou a cimeira da guerra realizada nas Lajes e a posterior cruzada à
procura de armas de destruição em massa, afinal inexistentes, sem se importar
com o sofrimento de muitos Iraquianos que nunca mais tiveram paz nas suas vidas.
Podia muito bem falar nas
Jornadas Parlamentares do PSD-Açores dedicadas às políticas sociais, iniciadas
em dia das cinzas – “símbolo para a
reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira,
transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte”.
Podia, sem muito esforço, criticar
esta iniciativa por ter sido realizada apenas com o intento de reduzir o
impacto do roteiro que o PS fez por todas as ilhas dos Açores dedicado a esse
tema. Pensei melhor e concluí que com as questões sociais não se brinca,
especialmente neste período em que o governo de Passos Coelho tira tudo a
alguns, os mais frágeis. Todos somos poucos para minimizar o impacto deste
empobrecimento brutal a que estamos sujeitos e, como tal, só tenho de louvar a
preocupação que este partido demonstrou com esta problemática, muito embora não
concorde, de todo, com a sua visão sobre este assunto e com a crónica falta de
ideias e soluções para os problemas que levanta.
Por fim podia criticar o mesmo PSD-Açores
por ter promovido uma visita à Adega dos Biscoitos, em Janeiro passado, mas resolvi
não entrar por aí para não cair no ridículo, porque ao PSD-Açores assiste-lhe todo
o direito de fazer as visitas que quiser, onde quiser e quando quiser, que eu
não tenho, rigorosamente, nada a ver com isso.
Meu pai, homem humilde e honesto,
dizia-me, sabiamente: “José, quando não souberes o que dizer é melhor ficares
calado”. Confesso que não foi o caso de hoje, mas tenho por hábito levar esse
ensinamento à risca.
11 de março de 2014
28 de fevereiro de 2014
Nota de Imprensa
O deputado socialista José Ávila
participou esta quinta-feira, em Ponta Delgada, numa reunião com a Direção da
Unileite e Lactaçores, no âmbito do trabalho desenvolvido pela Comissão de
Economia da Assembleia Legislativa Regional dos Açores.
O coordenador do Grupo de Trabalho
criado pela Comissão Permanente da Economia adiantou que, resultado destas
visitas e reuniões, será elaborado um relatório sobre a situação atual e
perspetivas futuras do setor cooperativo de laticínios, considerado estratégico
para os Açores.
19 de fevereiro de 2014
13 de fevereiro de 2014
O mito
Em democracia os sufrágios
eleitorais resultam em duas componentes: o partido que ganha governa e os outros
partidos fazem oposição.
Ao partido ganhador cumpre a
obrigação de por em prática o seu programa - aquele que, no fundo, foi o mais votado
- e à oposição, além da necessária fiscalização da atividade governativa, cabe usar
a propositura para encontrar outros caminhos para atingir os mesmos fins. Esta
função é também importante, sobretudo, para partidos que ambicionam chegar ao
poder.
Nestes tempos problemáticos e
incertos devido a uma crise de contornos ainda difíceis de perceber onde se
assiste a uma excessiva austeridade da autoria do Governo da República do
PSD/CDS-PP, o Governo Regional dos Açores do Partido Socialista implementou e
implementa medidas capazes de atenuar os efeitos nefastos que nos chegam do
exterior.
Esta luta sem tréguas não tem
sido fácil, mas, como tem sido apanágio do Partido Socialista, onde estiver uma
Açoriana ou um Açoriano em dificuldades, temos de lá estar.
Nesse âmbito surgiu a Agenda para
o Emprego e Competitividade, onde sobressaem diversas medidas para ajudar as
empresas a criar e a manter o emprego, para além de outros programas dirigidos
aos desempregados, precisamente para obviar as dificuldades.
Esperava-se do PSD-Açores um
contributo importante na resolução destes e de outros problemas, mas, ao
contrário do que seria espectável, este partido político, com legítimas
aspirações de chegar ao governo, limita-se a propor o que já existe a nível do
emprego ou então a formalizar propostas inexequíveis, como foi o caso do
emprego jovem cuja aplicação apenas se poderia fazer na industria extrativa
inexistente nos Açores.
É muito pouco para este partido
que é muito expedito a criticar e muito parco a propor.
12 de fevereiro de 2014
6 de fevereiro de 2014
A linha que foi ultrapassada
O Partido Socialista – Açores
votou contra o aumento e o alargamento da contribuição especial de
solidariedade inscrito no Orçamento Retificativo que foi analisado em sede da
Comissão de Economia.
Como é sabido essa contribuição
especial resulta da inconstitucionalidade de várias normas detetadas pelo
Tribunal Constitucional contidas no Orçamento do Estado para 2014.
Esta medida alarga a contribuição
especial de solidariedade a pensões superiores a 1.000 euros e não dos 1.350
euros que se previa.
Vemos por estas e por outras
medidas que este governo da república de Coelho e Portas não olha a meios para
atingir os seus fins que passam, com um orgulho mal disfarçado, pela
demonstração de ser um bom aluno aos olhos da troika, preocupação que os tem acompanhado, diga-se a verdade, desde
o início desta legislatura.
Depois dos funcionários públicos
verem reduzidos os seus rendimentos de uma forma nunca vista e de assistirem ao
desprezo e arrogância com que são tratados, é agora a vez de os pensionistas
serem novamente espoliados dos seus já parcos rendimentos e usados nesta
indignidade política que constitui mais este acérrimo ataque aos mais
fragilizados da sociedade.
No meio de todo este turbilhão de
aumentos e de dúvidas quanto ao futuro a única certeza é que para Passos Coelho
as preocupações sociais já eram e que a linha vermelha que Paulo Portas não
podia ultrapassar era apenas uma falácia.
30 de janeiro de 2014
Uma outra via
Na passada semana houve uma
decisão do Tribunal Constitucional que ficará na história das nossas ilhas,
muito provavelmente. O Tribunal Constitucional declarou-se pela legalidade das
normas do Orçamento da Região Autónoma dos Açores, contrariando, assim, a
postura centralista inédita de quem o mandou fiscalizar.
Esta decisão do Tribunal
Constitucional era esperada por ser justa e legítima, conforme defenderam
inúmeros especialistas na matéria, num quadro político nacional em que se
assiste a um ataque demolidor ao estado social, onde os funcionários públicos e
os pensionistas são tratados como autênticos inimigos e os nossos jovens são cinicamente
convidados a emigrar, tudo isto acompanhado por uma intenção deliberada de
empobrecer o país a todo o custo utilizando a desculpa do equilíbrio das contas
públicas.
Este órgão de soberania, que tem
feito finca-pé à troika e a este desgoverno
que considera a Constituição um estorvo, tem pautado a sua atuação pela defesa dos
Portugueses perante os ataques desavergonhados perpetrados pelo PSD/CDS-PP onde
sobressaem as políticas cegas e cortes sem nexo.
Desta feita o Tribunal
Constitucional estancou, e muito bem, os avanços dos que detestam as
autonomias.
Ganhou a Região e, sobretudo,
ganharam os Açorianos perante uma tentativa de condicionar a capacidade de auto
governação lavrada no Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores.
É, no fundo, o reconhecimento da
legitimidade da Via Açoriana que Vasco Cordeiro e o Partido Socialista há muito
defendem para os Açores.
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