Os deputados do Partido Socialista José Ávila, Manuel José Ramos e Ricardo Ramalho participaram no Jantar oferecido pelo Presidente do Governo dos Açores em honra do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Tempo Novo
"Ao enfrentar as situações impossíveis, as pessoas que amam o seu país podem mudá-lo". Barack Obama
26 de outubro de 2017
Reunião da Comissão de Economia
José Ávila participou, esta quinta-feira, numa reunião da Comissão de Economia com a seguinte ordem de trabalhos:
- Audição do Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa sobre um Projeto de Resolução que visa estender a Linha Lilás até à Ilha Graciosa;
- Audição da Secretária Regional do Ambiente, Energia e Turismo sobre um Projeto de Resolução sobre a tarifa social de eletricidade.
5 de setembro de 2017
Período Legislativo de setembro
Os deputados do Partido Socialista José Ávila, Manuel José Ramos e Ricardo Ramalho participam, a partir de hoje, dia 5 de setembro, nos trabalhos parlamentares do Período Legislativo de setembro, com a seguinte agenda:
A - Verificação de poderes do Sr. Deputado Rui Miguel
Oliveira Martins;
1 - Interpelação ao Governo Regional sobre “Caos instalado
na SATA e as ligações aéreas nos Açores”, apresentada pela Representação
Parlamentar do PPM;
2 - Debate de urgência sobre Pescas, apresentado pelo Grupo
Parlamentar do BE;
3 - Projeto de Resolução n.º 28/XI – “Recomenda ao Governo
Regional que reponha a comparticipação dos encargos com o transporte de gado
vivo para exportação”, apresentado pela Representação Parlamentar do PCP;
4 - Proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 9/XI –
“Estabelece o Regime Jurídico do Programa Regional de apoio à Comunicação
Social Privada - PROMÉDIA 2020”;
5 - Projeto de Decreto Legislativo Regional n.º 11/XI –
“Promove a igualdade de género na atribuição de prémios em competições desportivas”,
apresentado pelo Grupo Parlamentar do BE;
6 - Proposta de Resolução n.º 6/XI – “Orçamento da
Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para o ano de 2018”,
apresentada pela Mesa da ALRAA;
7 - Projeto de Decreto Legislativo Regional n.º 7/XI –
“Alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 11/2008/A, de 19 de maio –
Regime jurídico da gestão dos imóveis do domínio privado da Região Autónoma dos
Açores”, apresentado pela Representação Parlamentar do PPM;
8 - Pedido de urgência e dispensa de exame em Comissão do
Projeto de Resolução n.º 48/XI – “Resolve recomendar ao Governo Regional, na
qualidade de único acionista do Grupo SATA, que dê orientações específicas à
Azores Airlines, no sentido de impedir a concretização da decisão unilateral de
acabar com a rota Terceira-Porto-Terceira, em outubro de 2017”, apresentado
pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP;
9 - Projeto de Resolução n.º 48/XI – “Resolve recomendar ao
Governo Regional, na qualidade de único acionista do Grupo SATA, que dê orientações
específicas à Azores Airlines, no sentido de impedir a concretização da decisão
unilateral de acabar com a rota Terceira-Porto-Terceira, em outubro de 2017”,
apresentado pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP.10 de agosto de 2017
Lançamento do livro "Na vertical onde me escondo"
José Ávila e Manuel José Ramos participaram no lançamento da obra de Olga Giraldes "Na vertical onde me escondo".
Exposição "Nosso mar, nossa ilha: Pensar a nossa ilha (também) debaixo de água"
José Ávila participou na abertura da exposição "Nosso mar, nossa ilha: Pensar a nossa ilha (também) debaixo de água" e apresentação de duas palestras sobre o mar proferidas pelo Diretor Regional das Pescas e pela estudante finalista Adriana Luz.
22 de junho de 2017
Artigo de opinião
O PSD não quer
perceber
O PSD, no âmbito da discussão da
petição relativa à situação da pesca, teima em não perceber, ou em fazer de
conta que não percebe, o que será muito mais grave, os riscos que representa
uma paragem biológica de qualquer espécie piscícola no mar dos Açores.
O estranho em todo este processo
é que o PSD, mesmo sabendo que 11 associações ligadas à pesca e aos seus
profissionais, que representam a quase totalidade do sector, estão decididamente
contra essa solução, continua a bater na mesma tecla, inclusivamente utilizando
argumentos falaciosos obtidos com uma pergunta feita à Comissão Europeia com o
intuito de obter uma resposta à medida.
Se a Região tivesse proposto uma
paragem biológica para o Goraz não teria sido possível manter a quota de 508
toneladas para os anos 2017 e 2018. Essa é a verdade. E mais… A gestão dessa
quota sairia da nossa competência, o que seria muito grave.
Como é sabido, a recuperação
desta espécie tem sido uma realidade em resultado de medidas concretas, desde
logo pela aplicação de limites de captura anuais (TACs) no âmbito da Política
Comum das Pescas da UE na sequência de pareceres científicos, por outro lado
através de outras medidas, aplicadas após consenso com as partes interessadas, de
que são dois bons exemplos o aumento dos tamanhos mínimos e as novas limitações
para o uso do palangre de fundo.
Embora não havendo motivos para
tal nem ser a medida de gestão mais eficaz caso fosse aplicada, os apoios
previstos em caso de paragem biológica implicariam a suspensão de todas as
atividades exercidas pelas embarcações e pelos pescadores, o que significaria a
paragem total da fileira, com graves consequências em inúmeras empresas, desde
a comercialização e transformação, passando pela própria restauração. A paragem
de toda a frota teria, como bem se percebe, um custo social e económico
elevado, devido às suas consequências e não traria qualquer efeito para o
aumento de abundância desta espécie.
Essa pretensão poderia significar
a falência de muitas empresas e o consequente crescimento do desemprego, a
troco de uma mão cheia de nada e, talvez, a satisfação de um capricho de quem
se quer aproveitar de um sector para fazer politiquice. A pesca enfrenta na
Região desafios, é certo, mas temos a certeza de que vai conseguir ultrapassá-los,
porque, estamos convictos, as dificuldades do sector não se resolvem atirando-lhes
com dinheiro, mas antes com políticas sérias e consensualizadas com o sector.
No meio deste frenesim, ouvimos o
líder do PSD defender uma alteração profunda na política das pescas e apresentar
quatro propostas: a revisão da primeira venda em lota, a pesca-turismo, o
mapeamento para uma aposta clara e séria na aquacultura e a formação de
pescadores.
Curiosamente estamos num momento
em que o preço médio em lota tem vindo a aumentar consideravelmente e a pesca-turismo
já foi operacionalizada há muito tempo, ficando os pescadores isentos de taxas
e averbamentos uma vez até 2020. Relativamente à aquacultura, o mapeamento já
foi efetuado e existem locais destinados a essa atividade em várias ilhas. O
processo de formação de pescadores já se iniciou pelas ilhas do Pico e Terceira
e será alargado a outras ilhas nos próximos meses.
Por aqui se vê que o PSD, para além
querer atirar dinheiro para os problemas, algo que em tempos muito criticava,
não apresenta nada de novo quando afirma querer fazer uma “profunda alteração”
no sector das pescas.
É muita parra e pouca uva, como
diz o nosso povo, mas o mais triste desta questão é que o PSD, com esta sua
postura, continua a enganar e a instrumentalizar alguns pescadores e algumas das
suas organizações. É pena, mas quanto a isso nada podemos fazer.
José Ávila
17 de maio de 2017
Artigo de opinião
Orgulho sem
preconceito
Não é segredo para ninguém que
tenho um imenso orgulho em ser graciosense. Quem me conhece, sabe muito bem o
que estou a dizer, até porque nunca consegui disfarçar ou esconder esse
sentimento, seja em que circunstância for.
Não estarei sozinho, nesta
matéria. Muito graciosenses são como eu, não tenho qualquer dúvida, e tal como
nós existem muitos açorianos que sentem o mesmo pelas suas ilhas.
Não consigo definir a “graciosensidade”
como o Victor Rui Dores já o faz há imensos anos, inspirado, como ele próprio
reconhece, no conceito de “açorienidade” de Vitorino Nemésio, mas não podia estar
mais de acordo com a frase que publicou em dezembro de 2013, e cito, “a minha
graciosensidade é precisamente o meu apego e o meu amor incondicional pela ilha
Graciosa, é a minha marca de identidade e de identificação com o espaço
graciosense”, fim de citação.
Este orgulho, que referi no
início, é suportado por coisas simples. Desde as belezas naturais, passando
pelo património construído, não esquecendo a arte de bem receber e os
resultados da participação desportiva.
Também concordo que a nossa
dimensão ultrapassa os 62 quilómetros quadrados de superfície que a ilha
encerra e, por isso mesmo, abomino quando alguém se refugia na nossa pequenez
para desculpar tudo.
É na Graciosa que ainda vive e
nidifica o Painho de Monteiro, ave única no mundo. É na Graciosa que se situa a
Furna do Enxofre, a maior abóboda vulcânica da Europa. É aqui que se produz a
Queijada da Graciosa, célebre pelo seu sabor e por ser o primeiro produto a
ostentar a marca Açores. É na Graciosa que se produz vinhos e aguardentes de
excelência, alguns já premiados por diversas vezes.
O Cláudio Bettencourt voa nos
ralis e obtém resultados de excelência. A Mainara Rodrigues brilhou, por duas
vezes, ao vencer provas nacionais. O Sport Clube Marítimo venceu uma Taça
Açores e também subiu à Série Açores de Futebol onde se mantém entre os
melhores da Região. O Graciosa Futebol Clube já esteve em duas finais da Taça
Açores e mantém, há vários anos, uma escola de futebol ao nível das melhores da
região e que tem revelado excelentes atletas. O Santa Cruz Sport Club venceu a
Taça Açores e duas vezes a Série Açores da II Divisão de Voleibol em femininos
e já foi campeão regional por diversas vezes nos escalões de formação de ambos
os sexos. A Associação Cultural Desportiva e Recreativa já foi campeã regional
de infantis masculinos em andebol e já produziu diversos campeões regionais de
atletismo. A seleção de Sub-12 de Futebol arrancou, muito recentemente, um tão honroso
como inédito segundo lugar. A Escola Básica e Secundária venceu, este ano, os
Jogos Desportivos Escolares.
Agora chegou a vez do Sporting
Clube de Guadalupe nos brindar com um resultado que, muito certamente, ficará
na história desportiva da Ilha Graciosa, ao vencer o Campeonato dos Açores de
Futebol e garantir, por esse facto, o acesso, na próxima época, ao Campeonato
de Portugal.
Com poucos recursos e com muitos
graciosenses no seu plantel, onde se inclui o treinador Jimmy Cunha, dirigido
por uma direção voluntária e voluntariosa, encabeçada pelo Manuel Bernardino,
este clube conseguiu obter um resultado só ao alcance de muitos poucos.
Nestas coisas, tal como na vida,
não é necessário ganhar sempre, mas torna-se imperioso tentar sempre, com
humildade e dedicação.18 de abril de 2017
Plenário de Abril
Os deputados José Ávila, Manuel José Ramos e Ricardo Ramalho participam no Plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
Poderá ver a agenda dos trabalhos aqui. Também poderá ver o Plenário Online.
10 de abril de 2017
Nota de Imprensa
Deputados socialistas valorizam
afirmação do turismo na ilha Graciosa
O crescimento do turismo e a sua
afirmação na ilha Graciosa esteve em destaque, esta segunda-feira, durante a visita
dos deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista a um empreendimento de
Turismo Rural, na freguesia de Guadalupe. “Pelo crescimento registado é
expetável que o turismo se continue a afirmar também nesta ilha e, como tal, a
aposta em espaços como este vem enriquecer a oferta e potenciar o turismo de
natureza, que é, no fundo, aquele para o qual estamos mais vocacionados, além
de contribuir para a reabilitação urbana”, referiu o deputado Manuel José
Ramos, no final da visita.
O deputado do PS Açores recordou que,
em 2016, a Graciosa registou um aumento acentuado nas dormidas - sendo a 3ª
ilha com maior crescimento relativamente ao ano anterior - na ordem dos 24,1%. Relativamente
aos passageiros aéreos desembarcados na ilha, também, há um crescimento de
15,7% - ao contrário do que aconteceu com os passageiros marítimos
desembarcados, que registaram uma ligeira diminuição.
O deputado José Ávila, por sua vez,
enalteceu o facto de surgirem cada vez mais empreendedores nesta área,
considerando que “este tipo de oferta é a que mais se coaduna com a vocação
turística dos Açores”. No entanto, como fez questão de sublinhar o deputado, “os
bons resultados não nos devem embevecer, mas antes servir de estímulo para
trabalhar ainda mais com o objetivo de consolidar este setor”.
Na área específica do Turismo em
Espaço Rural, José Ávila considerou que apesar de em 2016 se ter duplicado o
número de dormidas relativamente a 2015, “ainda há possibilidade de
crescimento, não só pela qualidade da oferta que existe na ilha Graciosa, mas
também pelo aumento da procura por unidades turisticas deste género”.
31 de março de 2017
O comunicador
Os Graciosenses foram mais uma
vez surpreendidos por uma morte violenta. E violentas são todas as mortes
inesperadas e anunciadas de forma fria tal a estupefação do mensageiro.
O Aristides, apesar de ter
partido cedo demais, deixa na nossa memória, além da imagem de um excelente
homem, com um modo afável e terno no relacionamento com os outros, a recordação
de uma pessoa dedicada, diria mais, de um quase profissional na cobertura de
acontecimentos da nossa ilha, primeiro através da Rádio Graciosa e, mais
recentemente, através das novas plataformas de comunicação, que dominava muito
bem.
Quando adoeceu, o Aristides deve
ter percebido da quantidade de pessoas que o admiravam, Graciosenses ou não,
residentes ou a viver na diáspora, e que se preocuparam com ele naquelas horas
difíceis por que passou, afinal fatores determinantes para definir a verdadeira
amizade.
Ainda há pouco tempo estivemos
juntos num evento social e vi, pela longa conversa e pelas explicações dadas,
que o entusiasmo com que falava dos projetos em que estava envolvido era o
mesmo que demonstrou aquando do advento das rádios locais.
Em novembro de 1987, a Rádio
Graciosa dava os primeiros passos, emitindo ainda de forma ilegal e com
equipamentos perfeitamente arcaicos. Um ano depois foi constituída a
Cooperativa Rádio Graciosa e em maio de 1989 aquela estação inicia as emissões de
forma regular.
Nesse tempo também andei por lá e
habituei-me a ver o Aristides de auscultadores e microfone, ou então com um
gravador em punho, numa grande azáfama para que tudo corresse bem.
O Aristides foi, por conseguinte,
um pioneiro da rádio e colaborador daquela estação desde o início e manteve um
programa, em parceria com o Helder Medina, chamado Hoje é Domingo, durante 20
anos seguidos, animando as tardes daquele dia, quase sempre com música
Portuguesa, sobretudo a tradicional, onde não faltava a música popular
Açoriana.
Na qualidade de um dos
proprietários da Rádio Graciosa, mas sobretudo na qualidade de Graciosense,
tenho a obrigação moral e cívica de, na hora da sua partida, agradecer tudo o
que fez de forma tão empenhada e gratuita, para bem da Graciosa e dos
Graciosenses.
28 de março de 2017
10 de março de 2017
Mais uma vez contra
Em vésperas da discussão e
eventual aprovação do Orçamento para 2017, Plano de Investimentos e Orientações
a Médio Prazo, vem o PSD, mais uma vez, dizer que vai votar contra,
independentemente da posição que o PS tem assumido, nomeadamente através de
afirmações do seu Presidente, Vasco Cordeiro, da total abertura para discutir e
analisar propostas de alteração realistas e exequíveis que possam vir a
enriquecer estes documentos de planeamento.
Esta reação extemporânea denota,
quanto a mim, a firme intenção deste partido não negociar com ninguém, ou seja,
ficar isolado num dos momentos mais importantes para os Açores e que marca o
início de mais uma legislatura.
Elaborar e apresentar propostas,
e conformá-las com várias vontades, dá trabalho e exige esforço dos
protagonistas. Negociar implica cedências e a defesa de princípios. Pelos
vistos ao PSD nada disto interessa. É estar contra apenas porque sim. Esta é
uma posição cómoda de quem se exigia mais responsabilidade.
O PSD enveredou pelo caminho mais
fácil. Apesar de estar contra as políticas sociais do Partido Socialista, não
se percebendo bem porquê, vai apresentar, afinal, umas propostas avulsas
atribuindo mais uns pozinhos aos mecanismos de proteção social criados e
mantidos pelos governos do PS.
Não parece nada de mais, mas para
este partido da oposição, sempre desconfiado das contas públicas, apesar destas
estarem certificadas por organismos nacionais e internacionais e refletirem um
défice insignificante e uma dívida pública inferior a 40% do PIB, faz o que
sempre dizia condenar: atirar dinheiro para os problemas.
Depois de fugir ao debate de
ideias e de soluções para os problemas dos Açorianos, o PSD está a enveredar
pelo caminho mais fácil: dizer apenas o que as pessoas gostam de ouvir.
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